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Social Suffering

This group intends to broaden the discussion started in the IV Congress of the Portuguese Association of Anthropology (September 2009) on 'Experiencing Social Suffering: its ambiguities and articulations'

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Bibliographic References on Social Suffering 7 Replies

Through a brief research on google, following what Micol said about Kleinman et al, I've found these three books on the subject (same editors, more or less). You can follow the links to give a look…Continue

Tags: social suffering, bibliography, violence

Started by Inês Neto Galvão. Last reply by Ranjan Lekhy Jan 1, 2010.

Buddha, Suffering, and Social Sufferings in our age!

Buddha was the first historical person, who theorized Suffering as the Dharma problem! The essence of his entire teachings is Suffering and Ceases of Suffering! Buddha postulated suffering as the…Continue

Started by Ranjan Lekhy Jan 1, 2010.

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Comment by Inês Neto Galvão on April 14, 2010 at 9:31pm
Welcome to the group, Izabel!

Would you like to share more of your experience with us?

Have you ever seen the film Gianfranco Rosi's film "Below the Sea Level" (2008)? I was trying to find a trailer to share here, but failed on this. Maybe later...

Well, for what matters: the community (re)presented in this film made me think that choosing to be homeless can be a way of coping with suffering. Individual resilience? In this case, it may actually be considered a way of collective resilience, I guess...

Shall we question if "homelessness" is suffering...?

If you did see the film, I would love to know some of your thoughts about it.
Comment by Stacy A A Hope on December 8, 2009 at 11:29pm
Very Micol! Enjoying my tea by the way...yumm!
Comment by Micol Brazzabeni on December 8, 2009 at 11:11pm
Stacy, I hope it was usefull.
Enjoy your coffee!
Comment by Stacy A A Hope on December 8, 2009 at 11:03pm
Great Micol! I am sitting in a cafe right now reading Levi-Strauss (rereading some of Savage Mind) so will start going through these abstracts soon. Thanks again for this.
Comment by Micol Brazzabeni on December 8, 2009 at 10:41pm
here they are! The abstracts, just to have an idea...


RESUMO
O sofrimento social tem merecido grande atenção na última década nos campos da antropologia, da sociologia e da psicologia social. Este painel entende explorar as causas sociais e as experiências individuais do sofrimento em diferentes contextos, focando em particular questões como: a natureza social e política da doença e do mal-estar; as narrativas subjectivas da dor; a violência estrutural e institucional e a responsabilidade política e ética dos antropólogos envolvidos neste âmbito de pesquisa. O conceito de sofrimento social será abordado em diálogo com questões de género, saúde pública, planeamento familiar, enraizamento/circulação, migração, exclusão social, desvio social e crime, com especial atenção às suas repercussões nos corpos e nas palavras dos sujeitos afectados. É nossa intenção explicitar também as ambiguidades da violência institucional e do sofrimento social através dois aspectos: por um lado, a análise das intervenções sociais para aliviar o sofrimento dos sujeitos definidos como “vulneráveis” que frequentemente resultam na sua intensificação; e por outro, a problematização das mesmas intervenções, as quais classificam os sujeitos em categorias rígidas, através de mecanismos complexos de patologização, criminalização e exclusão social. Será dedicada particular atenção às formas locais, individuais e colectivas, para “lidar” com a experiência de sofrimento social. Nas sociedades contemporâneas, esta violência, pode ser interpretada como um preço a pagar para os indivíduos vivenciarem sentimentos de pertença identitária e social.
O painel tenciona discutir propostas etnográficas e teóricas relativas aos seguintes eixos temáticos: a) formas de expressão da “violência” estrutural em contextos institucionais; b) mecanismos institucionais de categorização e organização social face à indivíduos, grupos, núcleos familiares considerados pelo estado “vulneráveis”; c) elementos críticos, paradoxais e ambíguos da actual política estatal da “cura” e do “acolhimento”; d) interfaces entre as vivências de pertença identitária e social dos sujeitos e saberes, práticas e narrativas da “agenda” institucional; e) formas locais de “agência” individual ou colectiva relativamente às experiências de sofrimento social: práticas, saberes, emoções e narrativas; f) posicionamento ético-político dos antropólogos face à produção e implementação de formas de sofrimento institucional e de violência social.



COMUNICAÇÕES



Migrating minors in the Mediterranean. Reception, institutions and transnational structural violence

Francesco Vacchiano, Università degli Studi di Torino, Centro “Franz Fanon”, Torino (vacchiano@infinito.it)

In the last few years a new migratory subject has stood out across that complex and articulated space represented by the “southern frontier” of Europe. The hardening of the control measures and the narrowing of the spaces for a regular transit for adults has provoked a progressive lowering of the age of migrants, often transiting without adults and in highly risky ways. Owing to the special status prescribed for their “vulnerable” condition, they are entitled, at least formally, to specific means of protection.
The institutions in the reception countries started however to consider the presence of “unaccompanied minor” (a definition characterized by a growing disciplinary feature) as a problem for the social order and for the mechanisms of control of the borders, defining more and more specific classificatory tools. The objective was clearly oriented at producing, at the coming of age, the profile of the economic migrant, defined by a low professional status and ready to embody the rules of a flexible, competitive and bearish labour market.
At the same time, in the countries of origin, cooperation was increasingly used to “prevent illegal migration” and, in some cases, to allow the repatriation of minors in conditions of fictitious protection.
Starting form the case represented by Moroccan migration of minors to Spain and Italy, this contribution is aimed at observing the thin connection between rhetoric of protection and disciplining process of migrants in the host countries, highlighting the true nature of the so-called prevention processes. Furthermore, I will try to compare the richness of images and subjective projections of the youth with the narrowness of possibilities provided, according to the law, by the “welcoming” processes.


Terrorismo suicida, asesinato escolar en masa: La violencia individual como forma de resistencia a la comunidad
Joan Uribe Vilarrodona, Universidad de Barcelona (josaol2001@yahoo.es)

Lejos de suponer una innovación en nuestras sociedades, formas de asesinato como el terrorismo suicida o las matanzas colectivas escolares, hacen uso de la figura de la víctima sacrificial, que como defiende Terry Eagleton en Terror santo, ha formado parte de las culturas a lo largo de la historia.
Este argumento parte de la aceptación de la violencia, la agresión y en general aquello que normalmente se categoriza como “el mal”, como elemento inherente a la condición humana que considera imprescindibles en la gestación y evolución de sociedades y estados. Incluso, y en ese contexto, la cultura cumpliría con el papel de contener y apaciguar esta nuestra dimensión oscura.
Tomando estas como punto de partida, pretendo abordar una reflexión sobre la violencia entendida como una forma individual de resistencia al colectivo -a la comunidad o a la sociedad, según sea el caso-, tomando como punto de partida los actos de terrorismo suicida y los asesinatos colectivos en escuelas culminados con el suicidio del asesino como colofón a su acción, y tomando la idea de víctima sacrificial -o chivo expiatorio-.
Tomando el cuerpo como hilo conductor del diálogo de conflicto que establecen los ejecutantes, se analizará el uso que los ejecutores hacen de los roles de víctima sacrificial, de mártir y de chivo expiatorio, intentando comprender el significado de estas brutales semánticas.



Suspeitos e fugitivos: linguagem, gesto e movimento entre adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas em meio aberto.
Paulo Artur Malvasi, Universidade Bandeirante de São Paulo (paulo.malvasi@uniban.br, paulomalvasi@usp.br)

Problematizando a idéia de “socioeducação” como “ferramenta pedagógica socializadora” para adolescentes autores de atos infracionais, busca-se compreender como adolescentes que estão em cumprimento das medidas em meio aberto de liberdade assistida e prestação de serviços à comunidade elaboram significados sobre a “sociedade” e o lugar que nela ocupam. Por meio do acompanhamento das atividades que adolescentes realizam em dois programas de execução de medidas socioeducativas no Estado de São Paulo, analisamos as contradições entre o objetivo institucional de “reinserir o infrator na sociedade” e as narrativas e expressões corporais dos adolescentes durante o cumprimento das medidas. A pesquisa de campo nos leva a reconhecer as ambigüidades presentes no trânsito da privação de liberdade para as medidas em meio aberto. Este tráfego se dá sob a tensão entre o discurso institucional de “reorganizar a vida escolar, familiar e comunitária” e a experiência cotidiana dos adolescentes, que segue marcada pela constante ameaça policial e a privação de acessos públicos. A experiência de cumprimento de medidas em meio aberto parece reforçar entre os adolescentes a aflição de serem socialmente tidos como suspeitos e fugitivos e a incorporação de um lugar social particular, o de membro do “mundo do crime”.



Quem sou “Eu”? Quem é o “Outro”? Um olhar sobre os contextos das pertenças
Elizabeth Challinor, CRIA (e.p.challinor@gmail.com)

A observação participativa nas consultas médicas de bebés de mães cabo-verdianas residentes em Portugal, faz parte de um estudo de como as experiências de maternidade vividas em situações de imigração influenciam processes identitários. Investigar estas experiências à luz do sofrimento social evoca o poder do conhecimento biomédico face à vivência da marginalidade: a vítima da violência institucional será sempre o paciente/imigrante. Esta comunicação explora vivências de sofrimento social que não se encaixam nas dicotomias de “médico”/“paciente”, “imigrante”/“nativo”.
A realização de entrevistas com as mulheres permitiu estabelecer uma relação de confiança, que na maioria dos casos, não foi possível criar com os profissionais de saúde observados nas consultas. Pretende-se analisar uma excepção que revela semelhanças nas vivências de sofrimento da médica e da mãe imigrante, embora ambas provenientes de realidades sociais muito diferentes.
Para a mãe cabo-verdiana, residente num bairro de lata no Porto, as suas pertenças eram disputadas a volta das relações “inter-étnicas” e das relações de género. No caso da médica, a sua identidade profissional como pediatra, a trabalhar num centro de saúde com médicos de família, constituía o foco das tensões a volta do qual se disputavam competências e pertenças.
As semelhanças nas suas narrativas de isolamento social levantam questões conceptuais sobre o estudo da exclusão social e da pertença identitária. O caso da pediatra, revela a pertinência de investigar as subjectividades do contexto institucional. A observação participativa nas consultas entre ambas levanta questões éticas sobre o posicionamento do antropólogo.



Disappear of a community and social suffering
Stefania Pontrandolfo, EHESS, França (stefania.pontrandolfo@gmail.com)

Historical sources of a different kind state the existence of a “rom community” in Melfi (region Basilicata, Southern Italy) at least until the Fifties and Sixties of the XX century. A recent ethnographic research points out the disappear of this community and its dissolution inside and fusion with the whole village community. On the basis of the results of an archival and ethnographic research, the paper traces the historical events that determinated this disappear by questioning the tangle between structural violence and individual choices. The key question is if the disappear of the Melfi rom community could be interpreted as the effect of a structural violence imported by the modernity (the Sixties economic development, the mass emigration, and so on), or the effect of individual and familiar choices, or the effect of both. The question concerns, in other words, how much the suffering for the cultural loss is shared by the the melfitani rom and if it is really possible to speak about social suffering referring to this loss in the local context.




Os Nóias e as políticas públicas: sofrimento social e interações na construção de identidade
Bruno Ramos Gomes, USP, Brasil (brunoramosg@usp.br)

A partir de relatos e de observação feita nos últimos cinco anos na Cracolândia, busco mostrar qual o sentido dado ao sofrimento vivido pelos usuários de crack em situação de rua, chamados de nóias. A região, no centro de São Paulo, caracteriza-se por um intenso movimento de usuários de crack, tráfico, prostituição, hotéis e cortiços, caracterizando uma cultura de rua em torno do crack. Desde 2005, a prefeitura vem realizando um movimento visando à requalificação da área, conhecido como gentrification com empreendimentos imobiliários e atividades culturais para a classe média-alta. Os usuários, das mais variadas idades, por diversas razões não são mais aceitos em sua região de origem e encontram na sociabilidade dos “nóias” e na rotina em torno do crack acolhimento e enraizamento. Um conjunto de forças conforma essa forma de viver e dificulta sair dessa situação de nóia: não inserção nos serviços de saúde ou sociais, ação governamental visando a “limpeza” da região, ações violentas do comércio local para expulsá-los. Ser identificado como nóia reduz as possibilidades de interação com a sociedade e a aceitação em outros espaços. Sem possibilidade de habitar outros lugares, os usuários vivem cotidianamente entre a resignação frente ao sofrimento e momentos de explosão e revolta momentânea. A resignação e falta de expectativa de mudar a situação viram resistência involuntária e uma das características dessa população ao lidar com sofrimento. São visto assim como perigosos e sem futuro pela população do entorno, e é bem visto entre eles aquele que mais agüenta o sofrimento.



Testemunhos de aflição: encontros e desencontros entre imigrantes e hóspedes
Elsa Lechner, CRIA (elsa.lechner@iscte.pt)

Os testemunhos de aflição de imigrantes entrevistados em contextos etnográficos produzem efeitos sociais com relevância política. Mais do que histórias privadas de interesse meramente individual, as narrativas de sofrimento e histórias de vida de migrantes permitem a construção de laços de coesão social e a compreensão inter-cultural em contextos de diversidade. No caso particular da pesquisa antropológica em terrenos clínicos – como são as consultas de apoio psicológico e/ou psiquiátrico culturais – esse alcance político traduz-se especificamente no olhar em contraponto sobre a des-medicalização da “condição migrante” e a criação da possibilidade de diálogo entre os actores sociais aí em confronto: os imigrantes e os prestadores de cuidados. De forma diferente à atitude prescritiva imposta pelo saber hegemónico institucionalizado, tais diálogos criam oportunidades de igualdade e justiça que importa tornar reais.



Coping with hurricanes and social vulnerability within New Orleans’ African American religious/spiritual culture
Maria Elisabeth Thiele, Institute for Ethnology, Leipzig University, Alemnaha (m.e.thiele@gmx.net)

Research about natural disasters in anthropology as well as in religious studies (or social sciences in general) has increased - especially within the last decades, concomitant with debates about global warming, climate change and the pollution of our planet. The perception of an increase in the occurrence of natural disasters worldwide presents challenges not only to the natural sciences and international bodies tasked with finding solutions, but also to local, cultural and religious coping strategies and explanations – and therefore to the social sciences which study these.
The expression ‘natural disaster’ is paradox, since natural events such as volcanic eruptions, hurricanes, earthquakes or floods do not necessarily turn into disasters. Only when human populations are affected and suffer financial, environmental or human losses – according to their grade of vulnerability depending on the lack of preparedness and emergency management, disadvantage by class, race, gender etc. – does a natural event become a disaster. The degree of the disaster is determined by the degree of the social vulnerability. Nature can provide a trigger for a disaster, but society is – at least to a great extent – responsible for the consequences.
Rituals and religious practices play an important role in resilience-building for those members of the society who suffer the most, for relief and recovery from hurricanes (or disasters in general) and for protection from future adverse events faced by individuals and communities, according to cultural and regional specificity. This paper presents coping strategies from within the most vulnerable communities - and from members of various African American religious/spiritual traditions - in New Orleans at their present state in the four year aftermath of Katrina. Case studies will demonstrate how these devotions and the community-building and mutual support that take place as a result (but also individual practices) have assisted practitioners in their struggle and survival during Katrina and the yearly hurricane seasons. Another topic looks at how hurricanes and flooding themselves are perceived and reflected in religious explanations and expressions, as well as in spiritual arts, and how they lead to change and adaptations.
Comment by Micol Brazzabeni on December 8, 2009 at 9:06pm
It's true, I had no much time to dedicate to the group (I'm in the fieldwork now) but I'm working to write here some topics of discussion and finally to open the discussion.
I need listening and sharing more and new ideas too about this concept!
Comment by Stacy A A Hope on December 8, 2009 at 8:51pm
Ola Ines and Micol! I am quite pleased to hear that my suggestions have not fallen upon deaf ears (or rather blind eyes). I am quite willing to wait on the publication, but I would be eager to read some of the abstracts. At least that will get us talking. I have not used the idea of social suffering in my work, but am quite eager to engage in its discussion. Hence, as someone new to this concept within the anthropological perspective (theory) it was helpful that a few readings were suggested. Therefore, we can not only discuss the abstracts, but maybe a reading that has been suggested in the discussion?? At least we can start there.
I know the end of the year is winding down, so maybe when we all have time we can decide on this instead?

Micol: you should post both the english and portuguese abstracts
Comment by Micol Brazzabeni on December 8, 2009 at 8:38pm
Inês and Stacy, I read your suggestion to post here papers of APA Conference.
I really think that it's a good and useful idea, but at the moment we're writing a book with some of these papers and si I think is better to wait.
I'll try to discuss the suggestion with my colleague and in few days I'll give you some answer.
Yes, at the moment we could post the abstracts of the papers; some are in english, some in portuguese...
Comment by Inês Neto Galvão on December 8, 2009 at 8:26pm
Thanks Stacy for such an enthusiastic appeal for discussion. I don't know if its possible to post here the papers presented in the congress, but I would reinforce your suggestion as a challenge for the authors who both participated on it and are part of this group ;-)

In few days I'll try to leave here the abstracts of the papers presented...
Comment by Stacy A A Hope on November 25, 2009 at 9:48pm
Thanks Micol for listing some works related to social suffering. When I think of the term I am also led to think beyond violence as it pertains to aggression (e.g.). Rather I am left wondering whether we can establish a few working definitions of social suffering, especially as it was presented at the above mentioned conference. May I suggest posting papers for discussion, particularly those from the congress?
I also like the fact that it has been established that we can use a variety of languages. However, I am guessing this is more convenient for those of us who are fluent in the latin languages, as opposed to scandinavian, germanic, etc.

I look forward to participating in discussions, which I hope will be in the near future.
 

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